
Conhecimento socializado
Talvez há séculos, em Veneza, a artista plástica Debora Muszkat fosse condenada pela Arti. Hoje, seu projeto de socialização do conhecimento – a Oficina do Vidro - e possibilidade de oferecer uma nova carreira e trabalho para uma população com dificuldade de acesso aos estudos, bem como a portadores de necessidades especiais, só pode ser aplaudido e apoiado. “Fiz minha primeira experiência de reciclagem de vidro aos 18 anos”, relembra. “Ingressei na área do design, fazendo luminárias e mesas de vidro reciclado e, após cursos na Inglaterra e pesquisas durante anos aqui no Brasil, comecei a produzir peças de design para o mercado vidreiro. O negócio deu tão certo que não havia gente qualificada para atender a demanda. Assim nasceu o projeto de formação, que a Secretaria de Cultura abraçou por um período e me permitiu ensinar e produzir peças com os meninos”.
Debora também acredita que esse material com características específicas deve ser respeitado. “O vidro é delicado e com singularidades próprias de tempo e resfriamento, que se não soubermos lidar com elas a peça trinca ou entorta. Quando bem trabalhado, o vidro pode ser bastante resistente e passar gerações e gerações intacto”. |