Ao introduzir espuma de borracha e fitas elásticas na fabricação de estofados residenciais, a Arflex inovou e trouxe ao mercado produtos de alta qualidade com design diferenciado. O que seria um simples material da indústria automobilística - setor para o qual trabalhava a empresa entre 1951 e 1954 -, tornou-se uma das matérias-primas mais resistentes na fabricação de móveis.
A consagração veio aos poucos, garantindo diversos prêmios como o Compasso d'oro, em 1979, com o divã Strips, desenho de Cini Boeri, e o duplo Design Awards com a estante Twist, assinada por Carlo Colombo, e o sofá Marenco, de Mario Marenco, em 2007. Além disso, a marca tem peças espalhadas por museus do mundo todo, desde o Moma, em Nova York - a poltrona Lady, do designer Marco Zanuso - até o Triennale Museu de Tóquio - a poltrona Fiorenza, de Franco Albini.
Tudo começou em 1947 com alguns técnicos da indústria de pneus Pirelli: Aldo Bai, PioReggiani, Aldo Barassi e o jovem arquiteto Marco Zanuso. Era um início modesto, marcado por pesquisas e experimentações. Quatro anos mais tarde, a Arflex se apresentava oficialmente ao público, no IX Triennale, em Milão.
A arte do experimento tornou-se uma cultura dentro da empresa, o que permitiu liberdade maior na hora da criação. Assim, nasceram peças como as poltronas Elettra, assinadas pelo estúdio BBPR, e a Martingala, do designer Marco Zanuso. A partir de 1955 passa a existir a preocupação de divulgar a marca em outros países e, com isso, o time de designers cresce e incorpora nomes importantes como Cini Boeri, Carlo Bártoli, Isao Hosoe e Carlo Colombo, consolidando ainda mais a empresa.
No ano de 2007, a Arflex comemorou seu sexagésimo aniversário com uma exibição histórica de seu acervo na Via Savona, em Milão. O evento teve sucesso absoluto, com mais de 42 mil visitantes, e marcou a passagem na história do design mundial. No Brasil, a Forma tem o licenciamento de produtos da Arflex.
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